Música para a memória, in memoriam
7 Junho, 2010 2 Comentários
Time, flowing like a river
Time, beckoning me
Who knows when we shall meet again
If ever
But time
Keeps flowing like a river
To the seaThe Alan Parsons Project
Parece que foi ontem que eu me sentava diante de um fotógrafo para tirar a fotografia da turma da escola. Minha amiga Andréa estava lá ao meu lado. Por muito tempo foi assim, ela sempre estava ao meu lado, nos falávamos todos os dias, tínhamos sempre muitos assuntos para conversar. Mas a vida, por motivos que não estou bem certa, leva as pessoas a cruzarem nossos caminhos e a afastarem-se de nós. A memória dos bons momentos, porém, fica guardada. Aliás, creio que as primeiras amizades que temos na nossa vida são aquelas que constróem nossos padrões de amizades e de relações consideradas verdadeiras.
Andréa contribuiu imensamente para o que eu, com o tempo e com minha vivência, fui dando sentido ao que chamamos de AMIZADE. Ela se foi, mas o tempo que tivemos juntas fica guardado aqui no meu coração. Não mantínhamos mais contato há vários anos, é verdade. Mas não há como esquecer todos aqueles que passaram pela minha vida e tiveram um enorme significado. Acredito que ela vá continuar seu caminho, noutra esfera e, talvez, voltemos a nos reencontrar pelos descaminhos que as múltiplas existências nos conduzem. No entanto, não dava para deixar passar em branco mais essa saudade que a vida me deixa.
Quando perdi minha primeira amiga, em 2005, tive a estranha premonição de que aquela era apenas uma das muitas amizades que a vida levaria para longe. Às vezes reencontro Márcia em sonho, assim como meu primo Luís também, mas é muito estranho quando pessoas que têm idade próxima da sua tornam-se muito menos acessíveis para nós. Suas mortes levam a uma estranha quebra na alma e no tempo e passamos um período a construir déjà vus de uma memória já contaminada pela saudade.
Andréa é mais uma daquelas pessoas que agradeço por um dia tê-la conhecido. Que ela seja bem recebida na outra vida.
Um beijo sincero no seu grande coração.




Monica, fico emocionada ao ler seu texto.Acredito que as memórias da infância e daqueles que dividimos esse momento sejam uma das mais encantadoras e inesquecíveis, por isso as levamos conosco para sempre. Esperop que realmente possamos todos um dia nos reencontrar.
É, minha amiga…
Sem palavras…
Só saudades de todos os que estão entre nós fisicamente e esperitualmente. Nosso ônibus esvaziou um pouco na quinta..
Beijos
Rey