jump to navigation

Magnetismo, Reiki, passes, auto-cura 27 Julho, 2006

Posted by Monica Carvalho in Místicos.
add a comment

Li hoje no Globo Online:

Uma equipe internacional de cientistas descobriu dois genes responsáveis por fazerem células responderem a sinais elétricos do corpo para curar ferimentos. Os especialistas demonstraram ainda que a aplicação de um campo elétrico numa ferida altera o movimento das células, acelerando o processo de cicatrização. O estudo foi publicado na última edição da “Nature”.
Ler mais no Globo Online e sobre o pesquisador responsável.

No século XVIII, o médico Mesmer foi considerado maluco ao usar o magnetismo para realizar curas em seus pacientes. Também introduziu um estranho conceito de fluido universal em sua tese de doutorado — eu teria adorado fazer teses nesta época. Charcot e Freud, já no século XIX, passaram a incluir a técnica da hipnose no tratamento das neuroses e, ao contrário do que alguns que me conhecem imaginam, foi também na faculdade de Psicologia que eu tive uma longa e interessantíssima aula sobre Mesmer.

No século XX, Mikao Usui, monge japonês - cristão ou budista, não sei, pois encontrei ambos em minha pesquisa -, disseminou a terapia do Reiki e falava em energia vital (ki) do universo (Rei). O Reiki utiliza a técnica de imposição das mãos sobre os chakras e serve tanto para cura de outros como de si mesmo. O mesmo se faz nos passes magnético e espiritual utilizados no Espiritismo, com a diferença de que o tempo de imposição das mãos é bem menor.

Agora, um gene parece que começa a ser descoberto. Mas, sinceramente, a coisa nunca foi tão inverossímil assim, afinal campos magnéticos produzidos pelos corpos de modo geral, não são uma grande novidade no meio científico. Os objetos, animais, plantas, pessoas, enfim, tudo é muito mais conectado do que imaginamos.

O universo em rede proposto pela internet, através do qual eu escrevo estas linhas aqui, é apenas uma metáfora de uma grande rede eletro-magnético-vibratória que nos conecta todos e tudo ao universo.

Não falo em deus, nem em religião, mas é verdade que é isto que me “liga”. Afinal, tudo fica claro quando se fala de amor e ódio, só para ficarmos no básico.

O Quatro 31 Janeiro, 2006

Posted by Monica Carvalho in Místicos.
add a comment

Matéria em quatro tempos. Liderança, sucesso e promoção vivem em mim. Concretizo os planos do homem, conquanto ele disponha dos recursos do Mago. Amo os números e a exatidão. Sou preciso e racional nas minhas ações. No tempo, sou as quatro estações do sol e as fases da lua. No espaço, os pontos cardeais. Na natureza, os elementos. No homem, sou ação, sentimento, pensamento e vontade. Sou quatro vezes quatro.
Imperador*

* do livro “A linguagem cósmica: guia completo de tarô”, de Tova Sender

quimera 24 Janeiro, 2006

Posted by Monica Carvalho in Místicos, Poesias.
1 comment so far

juba de leão+ centauro+rabo de peixe

E finalmente, 2006… 8 Janeiro, 2006

Posted by Monica Carvalho in Místicos.
1 comment so far

O ano de 2006 começou com cara de começo. Cara de começo também significa que algo terminou. Domingo, em especial, o inesperado deu o ar de sua graça, o que me deixou com cara de quarta-feira de cinzas desde então. Foi tomada de consciência. Eu demoro a me dar conta das coisas, demoro mesmo. Eu pareço saber, mas só pareço. O óbvio simplesmente me chega camuflado sempre. Por isso, nessa semana que se passou, eu tive que rearrumar as idéias, os planos, os afetos. Não é por nada que estou, inclusive, rearrumando realmente minha sala. Claro que o processo todo se deu em meio a um estranho e inesperado efeito colateral de medicamento imbecil e que só descobri na quinta: “efeitos colaterais menos comuns: cefaleía e insônia”. Por causa dessa insônia eu aproveitei o tempo “livre” para pensar e pensar e rearrumar e repensar e me cansar… Me dei conta do fim, me dei conta de que há possibilidade de começos, me dei conta de que a sala precisa ser arrumada para receber, dar espaço, compartilhar. Deixo-me levar, então…

Hello, 2006 começou!!!

O cinco 24 Dezembro, 2005

Posted by Monica Carvalho in Místicos.
add a comment

A butterfly that flaps its wings
Affecting almost everything

The more I hear the orchestra

The more I have something to bring

Red Hot Chili Peppers

TemperanceUma das coisas que aprendi nos últimos dois meses é que minha religião é o meu viver diário. Passei a observar com mais cuidado o meu cotidiano e percebi que este cuidado se reflete no meu bem estar físico, mental e espiritual. Sou devota dos meus amigos; adoro minha família e meu mantra são os meus gatinhos. O conhece-te a ti de Santo Agostinho é realizado com a ajuda do Tarot; Tara vermelha e Padmasambava estão sempre à vista; na minha porta há uma guirlanda confeccionada por mim; um poster do expressionismo alemão e um cartaz do filme Ghost dog me remetem ao espírito da arte; um panneau indiano com um elefante na sala lembra o sagrado nos animais; há sempre música no ar e cheiro de incenso de sândalo massala e não posso deixar de citar a dose diária de 54 miligramas de I’m back.

Pratico uma religião que não existe e meu altar é bem aqui onde estou. Minha liturgia é tão impermanente como tudo o que há na vida, mas determina minha atual constância de idéias, projetos e, principalmente, humor. Não posso tapear minha multiplicidade, pois não consigo ser outra coisa e, dessa forma, tenho me sentido mais auto-confiante a cada dia. [Putz, ninguém merece uma Mônica mais auto-confiante ainda...]

Estou agora aqui, mas logo mais posso não estar e, por isso, tento levar as coisas de modo a não me arrepender pelo que não disse ou disse, não fiz ou fiz, não pensei ou pensei. Exercito pontos de vista, mesmo que eu esteja na posição do pendu.

Tracei meu plano: temperança.

A ignorância é uma benção? 7 Novembro, 2005

Posted by Monica Carvalho in Místicos.
2 comments

Eu sempre me faço essa pergunta. Eu tenho um amigo que me chama de bruxa. É muito comum eu sentir as coisas antes que elas aconteçam. Apesar de desatenta eu percebo isso. Pressentir as coisas é algo que me acompanha desde os meus 16 anos — ao menos foi nessa ocasião que eu saquei esse dom (?). Uma vez eu escapei de levar uma bolada na cara porque tive um dejà vu e sabia que uma bola viria na minha direção logo em seguida. Tudo se deu em segundos e só houve tempo para eu me abaixar. Esse é um exemplo simplesinho. Houve muitos outros e ainda há outros de futuros mais distantes que podem vir a se confirmar ou não. Vamos ver…

Quinta-feira retrasada eu tive uma sensação de tristeza, pesar, que perdurou de certa forma até sábado — talvez até hoje. Não sabia ao certo o motivo. Disse pra todos que me viram — eu não sei disfarçar o que sinto mesmo e quem me viu acabou perguntando o que eu tinha — que era TPM. [Aliás TPM é sempre justificativa pra qualquer coisa que não se consegue explicar direito.] Bem, foi na quinta que Márcia teve o AVC e entrou em coma. Sábado eu soube do problema.

Desde sexta que eu não paro de pensar no meu primo Luís Alberto. Ele anda doente há algum tempo. Apesar disso, achei que tinha lembrado insistentemente dele em decorrência da perda da Márcia, que me fez pensar em todos que amo. Ontem, soube por meu pai que Luís está mal. Liguei pra ele e acho que eu não estava bem o suficiente para lhe dar ânimo. Estou muito triste com isso, com seu sofrimento e com o fato de eu querer abraçá-lo e carregá-lo no colo como faço com meus gatinhos e não poder, pois ele vive em Portugal. Ele é como um irmão. Estamos distantes só geograficamente, mas é uma das pessoas mais queridas pra mim. Fui madrinha do seu casamento e me sinto orgulhosa por ter sido uma figura importante para ele naquele momento, afinal é um casamento nota dez.

Às vezes acho que posso fazer diferença ao seu lado. Esse é o problema de ser leão com ascendente em sagitário: acho que posso salvar o mundo. E meu mundo se constitui pelas pessoas que amo, pelo que gosto de fazer, pela minha casa, pelos meus gatos… Você pode dizer que isso é uma certa onipotência. Pode até ser, mas juro que é com a melhor das intenções.

Minha gata, Shiva, me conhece bem. Ontem me viu meio mal e enquanto eu desabafava com um ou outro amigo no telefone ela ficava ao meu lado, quietinha, parecia que tomava conta de mim. Nesses momentos ela não mia loucamente como costuma fazer. Fica ali, só presente, me passando seu calorzinho. Ela sabe que faz diferença.

Leoas também são felinas, como minha Shiva, e protegem sua cria, seu território. Defendem os seus com dedicação e com seu calor criam o ambiente adequado para que seus filhotes enfrentem a vida quando forem adultos. Não preciso dezer mais nada.