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Muito devagar… 26 Agosto, 2008

Posted by Monica Carvalho in Portugal, Turismo.
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Tenho andado muito devagar. Nas últimas semanas estive de férias na praia. Ontem voltei ao trabalho, mas aqui na universidade está um silêncio ensurdecedor. Isto desanima qualquer ser normal a movimentar qualquer músculo, muito menos os pobres neurônios. Vale lembrar que aqui em Portugal as pessoas simplesmente somem do mapa em agosto. Uma galera considerável migra de todas as regiões do país para o Algarve. Até mesmo os jogos de futebol são transferidos para os estádios algarvios. Putz!

Neste exato momento, minha voltade é de apenas sair para para passear ou ver a coleção outono-inverno nas lojas. Decididamente estou numa fase slow motion, bem diferente do que me disseram as últimas previsões astrológicas (esses sites são brincadeira…). Por isto, minha ausência daqui. Mas, em breve, isto passa. Esperemos bem que sim…

Abaixo, um gostinho das férias em São Martinho do Porto.

Baia de S. Martinho do Porto [agosto, 2008]

Piódão 31 Março, 2008

Posted by Monica Carvalho in Portugal, Turismo.
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Ontem estive no Piódão, uma aldeia portuguesa típica da região centro, cujas casas são feitas com telhados de xisto. É um dos lugares mais pitorescos em Portugal. Fica escondida num vale na Serra do Açôr. Para chegar até lá passamos por estradas muita curvas com despenhadeiros ao largo. A paisagem é simplesmente incrível, nunca tinha visto um paisagem montanhosa tão linda por aqui.

piodao1.jpg

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Mosteiro da Batalha 5 Novembro, 2007

Posted by Monica Carvalho in Turismo.
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Ontem fui ao Mosteiro da Batalha. Eu o conheci em 1994, mas nunca tinha entrado. É extremamente bonito e imponente.

Mosteiro da Batalha, visão exterior

Mosteiro da Batalha, claustro

O Mosteiro da Batalha é o símbolo mais marcante da Dinastia de Avis. Construído por iniciativa de D. João I, na sequência de um voto à Virgem, caso vencesse a Batalha de Aljubarrota (1385), as obras iniciaram-se logo no ano seguinte, sob direcção do arquitecto português Afonso Domingues. Dessa fase resultou grande parte das estruturas da igreja e duas alas do claustro.

Em 1402 o projecto sofreu uma mudança radical, sendo a direcção das obras assumida por Mestre Huguet, arquitecto estrangeiro, provavelmente catalão, que dotou o Mosteiro da Batalha de uma matriz gótica flamejante. A este período corresponde o abobadamento dos espaços da igreja e da Sala do Capítulo, a construção da Capela do Fundador e, ainda, o início das obras das Capelas Imperfeitas. Pelos meados do século XV, construiu-se o Claustro de D. Afonso V, obra de Fernão de Évora, e que se filia no Gótico afonsino, corrente que rejeita a exuberância do estilo flamejante em benefício de linhas simples e austeras. No reinado de D. Manuel fecharam-se as janelas das galerias do claustro e retomaram-se as obras das Capelas Imperfeitas, projecto que se prolongou até à década de 30 do século XVI, já com a inclusão de elementos renascentistas, e que foi depois abruptamente abandonado pelas solicitações de outros monumentos no país.

Depois de um longo interregno, o Mosteiro da Batalha viria a ser objecto de novas obras - estas já de restauro - a partir de 1840. Durante mais de cinquenta anos o Mosteiro foi sistematicamente restaurado segundo critérios de retorno forçado à traça medieval, facto que não permite hoje um melhor conhecimento deste monumento durante a Idade Moderna. Em 1980 foi transformado em Museu, e três anos depois inscrito pela UNESCO na lista de Património Mundial. Aqui funcionam duas oficinas de cantaria e de vitral, iniciativas que se fundem com os objectivos mais amplos de investigação e divulgação do próprio Museu; na Batalha conserva-se, ainda, o mais importante núcleo de vitrais medievais portugueses, com uma campanha da primeira metade do século XV na capela-mor, e outra já da segunda década de Quinhentos na Sala do Capítulo.

(Fonte: IPPAR, Instituto Português do Património Arquitectónico)

Bonito coche (parte 1) 24 Setembro, 2007

Posted by Monica Carvalho in Turismo.
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Sexta-feira, saímos por volta das 7:30 da manhã em direção à aldeia de Mouronho, em Tábua. Antes de pegarmos o caminho para a Espanha, precisávamos fazer um pequeno acerto no carro, que deixava escapar o combustível.

Estávamos num Land Rover série 3-88, de 1979, que após dois anos na oficina, tinha recebido quatro pistons novos no motor. A velocidade de um carro destes nunca é lá grande coisa. Em geral, não passa dos 80 km/h. Então, com sua nova configuração, iria dar menos velocidade ainda. Por isso, sabíamos que, ao menos na ida para a Espanha, não passaríamos dos 60. E realmente foi assim de Coimbra até Mouronho e depois até Segurilla, a aldeia em que, de 21 a 23 de setembro, aconteceu o IV Encuentro Iberico Land Rover.

Em função das particularidades de nosso veículo, optamos pelos caminhos pitorescos, via estradas secundárias. A não ser mesmo em Espanha, entre as cidades de Plasencia até Talavera de la Reina, onde não dava para fugir das auto-estradas. Portanto, de Tábua, pegamos a estrada que corta a Serra da Estrela e fomos até Fundão e daí atravessamos toda a região da Extremadura, na Espanha, até chegarmos até a província de Toledo, na região de Castilla - La Mancha, onde fica Segurilla. [ver roteiro]

Na ida paramos nas vilas de Penamacor, ainda em Portugal, e na espanhola Coria. Na volta, almoçamos na pequena cidade espanhola de Galisteo e também paramos nas portuguesas Penha Garcia e Monsanto. Ao todo, foram 960 km de estrada num carro robusto que nos obrigava a admirar a belíssima paisagem serrana em Portugal e em Espanha. Porém, durante todo o caminho, portugueses e espanhóis admiravam nosso veículo, em particular as crianças. Foi mesmo na cidade muralhada de Galisteo que, ao chegarmos à praça principal, um menino nos sorriu e disse: “Bonito coche”. Embora esgotados, assim ganhamos o dia…

Bonito coche (parte 2) 24 Setembro, 2007

Posted by Monica Carvalho in Turismo.
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Torre de Vigia, em PenamacorDe Coimbra a Segurilla fizemos duas paradas estratégicas: em Penamacor e em Coria.

Penamacor é a última vila antes da fronteira de Portugal com Espanha. Não por acaso, foi uma vila que se desenvolveu muito no sentido de proteger esta fronteira nos fins do século XII. Aliás foi nesta época que D. Sancho I, filho de D. Afonso Henriques, entregou-a aos Templários.

No lado Sul de Penamacor, há um dos pontos principais da vila: a Torre de Vigia (foto ao lado). Ela tem 20 metros de altura e sua única entrada é por uma porta sobrelevada a sete metros do solo sem qualquer acesso. Segundo dizem a torre fazia ligação ao Castelo de Sortelha e recebia as ordens da Praça de Monsanto. O nome da torre já diz para que ela servia.

Catedral de Coria Já em Espanha, paramos em Coria para comer. É uma das primeiras vilas da Extremadura. Aliás, o nome da região diz tudo: é um lugar muito seco, pouco arborizado, onde só se vê plantações de milho, olivais e sobreiros.

Coria tem sua parte antiga toda muralhada, embora parte da muralha já tenha sido restaurada. No interior, porém, apesar de bem antiga, a cidade ainda está bem viva, ou seja, bem habitada. A catedral é realmente muto imponente e, diferente das construções graníticas portuguesas, é feita com pedras que têm um tom amarelado. A construção é representante do gótico espanhol.

Bonito coche (parte 3) 24 Setembro, 2007

Posted by Monica Carvalho in Turismo.
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Vista da reunião de land rovers em Segurilla O IV Encuentro Iberico Land Rover aconteceu em Segurilla, um povoado do século XI de cerca de mil habitantes que fica a 10km de Talavera de la Reina, por sinal uma cidade um bocado grande. A população da pequena cidade deve ter dobrado de tamanho no fim de semana do evento e o número de land rovers que lá havia mal dava para estacionar em suas ruas estreitas.

Na volta de Segurilla paramos em Galisteo para almoçar. Aliás, nossa melhor refeição em Espanha. Comemos salada verde, cordeiro com batata e, de sobremesa, uma espécie de mousse de natas com geléia de morango por cima. Foi no restaurante El Emigrante e o preço foi bem acessível. No total, para duas pessoas, foram 18 euros, já incluídas as cervejas e o café.

Penha Garcia, casteloMas as belas surpresas ficaram por conta dos povoados de Penha Garcia e Monsanto, já em território português.

Assim como Penamacor, Penha também tinha a função de proteger a fronteira portuguesa e seu castelo foi erguido num lugar de beleza incrível. Trata-se de uma garganta encaixada no rio Pônsul, onde foi construída uma barreira. Olhando do castelo, do lado esquerdo da garganta, vê-se uma parede em granito em forma de escada com feixes verticais.

PenhaSegundo informam, isto se deu pois há milhões de anos a região foi literalmente pressionada, fazendo subir verticalmente a montanha. Como à época, a região estava submersa, os peixes que lá existiam foram fossilizados na montanha e formaram o que é chamado de iconofósseis. Ao fundo da garganta vêem-se também antigos moinhos.

A seguir à Penha, subimos até Monsanto e de lá avistamos toda a região de Idanha-a-Nova, da qual a vila faz parte, assim como Penha.

Monsanto Monsanto, assim como a própria Penha, foi doada aos Templários por Dom Afonso Henriques. Para além da vista, Monsanto também é muito pitoresca e tem formações rochosas arredondadas muito diferentes das de Penha. Como se fossem enormes pedras empilhadas em meio e sobre as quais costruiu-se a vila medieval.

Quanto a isto diz-se o seguinte acerca da cidade:

Monsanto é o resultado de uma fusão harmoniosa da natureza com a obra humana operada ao correr do tempo. O mimetismo entre a acção do homem e os acidentes geográficos deu origem a curiosas utilizações de grutas e penedos integralmente convertidos em peças de construção. Os penedos graníticos, enormes, estão de tal modo ligados às habitações, que tanto lhes servem de chão, como de paredes ou tectos. (site da Cãmara Municicpal de Idanha-a-Nova)

Mas, melhor que a descrição, é ver a imagem do lugar…

Monsanto