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Deliciosas noites de mirtilo 18 Maio, 2008

Posted by Monica Carvalho in Cinema, Música, Video.
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Eu sempre soube que blueberry era blueberry, ou seja, aquela frutinha roxo-azulada que os ingleses usam pra fazer uns bolinhos deliciosos. Pois aqui em Portugal blueberry é mirtilo. Mas não foi esse o nome usado aqui, no título em português do último filme do Wong Kar Wai, My Blueberry Nights.

O filme, tem Norah Jones, ótima, em super estréia como atriz, as maravilhosas Natalie Portman e Rachel Weisz e o Jude “tasty” Law. A boa surpresa ficou para o David Strathairn, desconhecido para mim, e excelente no papel de policial-apaixonado-auto-destrutivo.

Uma característica que eu acho interessante no Wong Kar Wai é como ele torna o espectador íntimo dos personagens. Todos, aliás, são sempre muito complexos e mais profundos do que na maioria dos filmes atualmente. Ele trabalha muito com close-ups, muito intensos para os atores, que têm que ser excelentes, pois a esta distância é difícil enganar quem quer que seja. Por isso, ele faz questão de trabalhar com quem nasceu para convencer. Até mesmo quem faz cenas rápidas, parece muito bom.

A trilha sonora, para variar, é sempre divina e com o “detalhe” de que é do Ry Cooder, ou seja, muito blues. Ouça, por exemplo, “Try a little tenderness” na box azul ao lado, muito conhecida por nós pela versão do The Commitments, mas aqui com a original do Ottis Redding, autor do clássico. Sem palavras…

As cores também são sua marca. Pelo titulo do filme já se vê que ele carrega nos vermelhos e todas as suas variações. E a noite marca a luz ambiente predominante de seus cenários bem urbanos, embora ele apele sempre para veículos bem tradicionais de comunicação entre seus personagens. Afinal, alguém imagina, hoje em dia, amar sem telefone, nem email? Wong Kar Wai parece adorar refletir o anacrônico.

Fora que o roteiro, putz, nem se fala, doce e um pouco azedo, como o mirtilo; doce e sofrido como a suave voz de Norah Jones cantando “The Story”.

Delícia de película…

Abaixo veja o trailler passado na Inglaterra, melhor que o dos EUA…

Assobiando e chupando cana 23 Abril, 2008

Posted by Monica Carvalho in Música, Video.
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Ou quase isso…

Uma voz 21 Abril, 2008

Posted by Monica Carvalho in Música, Video.
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Lembro quando meu amigo Júlio ainda morava no Rio e convidou-nos para assistirmos Edson Cordeiro no Museu de Arte Moderna, do Rio de Janeiro. O espetáculo era gratuito e aconteceu no início dos anos 90 do século passado, talvez 91 ou 92. Lembro dele dizendo que o sujeito tinha um alcance vocal muito raro, conseguindo cantar timbres masculinos e femininos. Quando o vi, fiquei realmente impressionada. Depois Edson andou meio sumido, virou “clubber”, sua voz apareceu em propaganda de carro no Brasil, mas o furor causado por sua descoberta no Brasil passou um bocado. Ele agora está em Portugal. Vejamos um pouco…

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Ai, esses portugueses… 13 Abril, 2008

Posted by Monica Carvalho in Comunicação, Jornalismo, Portugal, Video.
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É, acho que os portugueses são um bocado doidos mesmo. Vejam o exemplo deste mestre de Reiki - tinha que ser zen, oras -, ele vai de scooter até a China para ver os jogos olímpicos, assistir o Euro 2008 no caminho e conhecer o Dalai Lama.

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U2… 3D 7 Abril, 2008

Posted by Monica Carvalho in Cinema, Música, Video.
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Ontem fui a um show do U2. Em Buenos Aires!

Não, na verdade assisti ao filme U23D. Mas é como se tivesse ido ao show. Acho que foi até melhor, pois desde quando, ao irmos a um show, também sobrevoamos o público e ficamos cara-a-cara com os sujeitos da banda?

Lembro de um show do U2 no Rio, no autódromo, que eu a princípio lamentei não ter ido. Mas todos sabem que muitos dos que foram lamentaram a ida, devido aos engarrafamentos e péssimos lugares para estacionarem, enfim, à péssima organização mesmo.

Mas, corrijo-me, não fui simplesmente assistir a um filme. A experiência foi muito mais interessante que isso e eu já a tinha descrito antes, quando escrevi sobre Beowulf neste blog. No caso do U2, é vê-los a tocar, mas não só.

Agora, imagine o que vê acima em 3D?

Impressionaram os detalhes de Larry Mullen Jr e de sua bateria. Cada prato ocupava seu espaço na profundidade do palco. Em perspectiva, vi o microfone de The Edge, à distância de meu braço, com ele ao fundo, um pouco mais atrás, tocando sua guitarra. Aliás, os detalhes de cada uma de suas guitarras, pois ele trocava de instrumento toda música. O que é ver Bono de pertinho, cantando como se fosse para nós? Um puta efeito de imagem casado com o som. Vi nitidamente que The Edge e Mullen foram os que menos envelheceram ao longo desses quase trinta anos. Perspectiva interessante também foi ver o palco da platéia, com os braços da multidão levantados a nossa frente e o incômodo idêntico de pessoas tapando nossa visão, como se assistíssemos ao vivo. E Where the streets have no name ou With or without, ambas de Joshua Three, o álbum deles de que mais gosto? Putz!

Ao final, para os mais apressados, vale ficar até o último nome dos créditos, pois tudo é em 3D, mesmo mesmo até ao fim. É justamente nesse finzinho que a gente tem a ótima sensação de entrar na animação feita para o show. Um espetáculo!

Vai ser difícil uma banda criar esta sensação de novidade tão cedo…

Carreira de um french beat boxer 24 Março, 2008

Posted by Monica Carvalho in Música, Televisão Portuguesa, Video.
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Ano passado recebi por email uma dica de um amigo que eu coloquei aqui no blog: o french beat boxer. Agora em Portugal tem passado na TV um anúncio com esse mesmo beatboxer. Não precisa dizer que é um dos melhores comerciais por aqui. Logo abaixo…