Meu Otimismo: meu daimon

Eu mesma não entendo direito. Por mais triste que eu esteja, por mais que eu chore, me desespere e suba pelas paredes como uma lagartixa cega, não demora muito e eu me recupero. Não é auto-engano, me recupero mesmo. Chamo a isto de Meu Otimismo. O nome surge na falta de algo mais apropriado, pois não se trata simplesmente de uma “disposição para ver as coisas pelo lado bom e esperar sempre uma solução favorável, mesmo nas situações mais difíceis”, como afirma nosso amigo Houiass. Meu Otimismo — assim mesmo, em maiúsculas — é a combinação de nome e sobrenome de uma entidade que me habita desde que tive minha primeira experiência de sofrimento. É provável que essa experiência tenha sido assim que nasci, quando tive desidratação em pleno mês de agosto e me recusaram uma bela mamada, não sei bem o motivo. Minha avó quase caiu na porrada com médicos e enfermeiras [minha mãe ainda se recuperava da cesaraiana que na época era com anestesia geral] e obrigou que preparassem uma mamadeira pra mim. Deve ter sido nesse momento que eu percebi que os sofrimentos são passageiros, por mais que durem. O que me facilita é que também nunca tive sofrimentos tão grandes assim. Tenho muita sorte. Dizem que é acúmulo de karma bom de outras vidas, pode ser. Mas, suspeito que isso sirva para algo mais nobre do que meramente me fazer bem nos momentos difíceis ou me mostrar que posso ter sido “fofa” na outra encarnação. Não sei exatamente como, mas Meu Otimismo parece contagiar meus amigos quando eles se encontram de baixo astral. Me dou conta disso no exato momento em que escrevo essas linhas. Gostaria de compartilhar isso com meu primo Luís…

Sobre Monica Carvalho
Pelos motores de busca e por um comentário há tempos aqui no meu blog, imagino a quantidade de figuras que acham que o Nina e eu é o blog da modelo que posou nua na revista. Que desilusão ao perceber que a homônima aqui escreve muito sobre cinema, músicas estranhas, política e comunicação social, quando não escreve uns contos ou umas poesias. Aqui, caro leitor, não tem bundinha de fora, nem peitinho à mostra, nem pelos púbicos ou partes depiladas. Mas às vezes, acabo comentando acerca de umas safadezas que acontecem nesse nosso mundo doido de pedra. Algumas delas são mais indecentes que qualquer imagem de revista masculina. Ai, ai, mundo cruel, sobretudo para os internautas necessitados que na busca de uma fotinho pra aliviar as entranhas, têm que tocar o bicho com meus comentários sobre política internacional ou ao som do Tom Zé.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: