O cinco

A butterfly that flaps its wings
Affecting almost everything

The more I hear the orchestra

The more I have something to bring

Red Hot Chili Peppers

TemperanceUma das coisas que aprendi nos últimos dois meses é que minha religião é o meu viver diário. Passei a observar com mais cuidado o meu cotidiano e percebi que este cuidado se reflete no meu bem estar físico, mental e espiritual. Sou devota dos meus amigos; adoro minha família e meu mantra são os meus gatinhos. O conhece-te a ti de Santo Agostinho é realizado com a ajuda do Tarot; Tara vermelha e Padmasambava estão sempre à vista; na minha porta há uma guirlanda confeccionada por mim; um poster do expressionismo alemão e um cartaz do filme Ghost dog me remetem ao espírito da arte; um panneau indiano com um elefante na sala lembra o sagrado nos animais; há sempre música no ar e cheiro de incenso de sândalo massala e não posso deixar de citar a dose diária de 54 miligramas de I’m back.

Pratico uma religião que não existe e meu altar é bem aqui onde estou. Minha liturgia é tão impermanente como tudo o que há na vida, mas determina minha atual constância de idéias, projetos e, principalmente, humor. Não posso tapear minha multiplicidade, pois não consigo ser outra coisa e, dessa forma, tenho me sentido mais auto-confiante a cada dia. [Putz, ninguém merece uma Mônica mais auto-confiante ainda…]

Estou agora aqui, mas logo mais posso não estar e, por isso, tento levar as coisas de modo a não me arrepender pelo que não disse ou disse, não fiz ou fiz, não pensei ou pensei. Exercito pontos de vista, mesmo que eu esteja na posição do pendu.

Tracei meu plano: temperança.

Sobre Monica Carvalho
Pelos motores de busca e por um comentário há tempos aqui no meu blog, imagino a quantidade de figuras que acham que o Nina e eu é o blog da modelo que posou nua na revista. Que desilusão ao perceber que a homônima aqui escreve muito sobre cinema, músicas estranhas, política e comunicação social, quando não escreve uns contos ou umas poesias. Aqui, caro leitor, não tem bundinha de fora, nem peitinho à mostra, nem pelos púbicos ou partes depiladas. Mas às vezes, acabo comentando acerca de umas safadezas que acontecem nesse nosso mundo doido de pedra. Algumas delas são mais indecentes que qualquer imagem de revista masculina. Ai, ai, mundo cruel, sobretudo para os internautas necessitados que na busca de uma fotinho pra aliviar as entranhas, têm que tocar o bicho com meus comentários sobre política internacional ou ao som do Tom Zé.

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