Dique

Impressiona a capacidade que algumas pessoas têm de se focar. Fazem de suas vidas verdadeiros projetos empresariais e perseguem suas metas como se jogassem dardos nos alvos existenciais aos quais se impõem. Deve ser bom ser assim… Mas será que pessoas assim tão focadas e direcionadas talvez não tenham medo de sair de suas estradas tão bem asfaltadas e pegar atalhos ou estradas cheias de curvas perigosas ou ruelas escuras? É, talvez elas tenham muito medo de largar o que construíram, mesmo que seja pouco, e temem se ver sem nada ou o rótulo de “indeterminadas” ou “desorientadas” ou “eternas adolescentes”. Mas se isto ou aquilo também não se tratam de modos diferentes de ser humano em busca constante? É possível ser desfocado, mas isso não significa que sejamos felizes desse jeito. Talvez esta reflexão seja muito mais auto-proteção ou auto-engano do que algo racional. (25/11/03)

A bioquímica é capaz de mudar pontos de vista, ou melhor, o traje dos fenômenos: o que era jeito de ser se transforma em estorvo; da “filosofia existencial” passamos ao sintoma; a reflexão pessoal nos leva ao tarja-preta; antes Freud, depois Damasio. Criatividade, inteligência, múltiplas possibilidades e o desejo por tanta coisa ao mesmo tempo, tudo isso afoga. Não é possível ser tantos e um único ser ao mesmo tempo. Quanto mais experiência e talento, mais divergência e tendência à dispersão. Depois de tanto catar os pedaços por aí, ei-la finalmente completa…

… até o próximo período de cheia.

Sobre Monica Carvalho
Pelos motores de busca e por um comentário há tempos aqui no meu blog, imagino a quantidade de figuras que acham que o Nina e eu é o blog da modelo que posou nua na revista. Que desilusão ao perceber que a homônima aqui escreve muito sobre cinema, músicas estranhas, política e comunicação social, quando não escreve uns contos ou umas poesias. Aqui, caro leitor, não tem bundinha de fora, nem peitinho à mostra, nem pelos púbicos ou partes depiladas. Mas às vezes, acabo comentando acerca de umas safadezas que acontecem nesse nosso mundo doido de pedra. Algumas delas são mais indecentes que qualquer imagem de revista masculina. Ai, ai, mundo cruel, sobretudo para os internautas necessitados que na busca de uma fotinho pra aliviar as entranhas, têm que tocar o bicho com meus comentários sobre política internacional ou ao som do Tom Zé.

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