Tourada

No último domingo fui a uma tourada pela primeira vez. É provável que seja a última também. Sinto pena de ver o bicho espetado e sangrando, muito embora o ritual da tourada seja bem interessante.

Diferentemente da tourada em Espanha, em Portugal o touro não é morto, nem mesmo depois de ser machucado. Ele é tratado e por vezes acaba virando reprodutor de outros infelizes que devem “ganhar a vida” na arena. Por este motivo, o principal personagem da tourada portuguesa é o cavaleiro e não o toureador típico, aquele que esta a pé e balança a capaPrimeiro o cavaleiro espeta as farpas no touro e sua habilidade está basicamente em ser um ótimo cavaleiro. Após o touro ser espetado, vem o toureador que faz umas exibições meio teatrais com a capa. Mas, a meu ver, o grande espetáculo mesmo fica a cargo dos forcados. Trata-se de um grupo de oito jovens “kamikases” que enfrentam o touro… a unha! Os caras fazem uma fileira e o forcado principal fica à frente com um barrete na cabeça. Ele faz uma estripulias para animar o touro a correr em sua direção. Quando o touro vem correndo e se aproxima, ele salta sobre a cabeça do touro, entre seus dois chifres, e os outros sete fazem o mesmo a volta da cabeça, logo em seguida. A cena é inacreditável. Haja tomates!!!!

Por último um dos forcados pendura-se no rabo do touro e balança como um sino até que o touro se acalme. Depois disso, o animal é conduzido à saída da arena e o espetáculo acaba.

O mais engraçado dessa história é que este parece ser um dos poucos espetáculos públicos com trilha sonora oficial. Fica uma banda sentada na arquibancada e tocando uns sopros com uma múscia tipiacamente espanhola.

Sobre Monica Carvalho
Pelos motores de busca e por um comentário há tempos aqui no meu blog, imagino a quantidade de figuras que acham que o Nina e eu é o blog da modelo que posou nua na revista. Que desilusão ao perceber que a homônima aqui escreve muito sobre cinema, músicas estranhas, política e comunicação social, quando não escreve uns contos ou umas poesias. Aqui, caro leitor, não tem bundinha de fora, nem peitinho à mostra, nem pelos púbicos ou partes depiladas. Mas às vezes, acabo comentando acerca de umas safadezas que acontecem nesse nosso mundo doido de pedra. Algumas delas são mais indecentes que qualquer imagem de revista masculina. Ai, ai, mundo cruel, sobretudo para os internautas necessitados que na busca de uma fotinho pra aliviar as entranhas, têm que tocar o bicho com meus comentários sobre política internacional ou ao som do Tom Zé.

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