Bonito coche (parte 1)

Sexta-feira, saímos por volta das 7:30 da manhã em direção à aldeia de Mouronho, em Tábua. Antes de pegarmos o caminho para a Espanha, precisávamos fazer um pequeno acerto no carro, que deixava escapar o combustível.

Estávamos num Land Rover série 3-88, de 1979, que após dois anos na oficina, tinha recebido quatro pistons novos no motor. A velocidade de um carro destes nunca é lá grande coisa. Em geral, não passa dos 80 km/h. Então, com sua nova configuração, iria dar menos velocidade ainda. Por isso, sabíamos que, ao menos na ida para a Espanha, não passaríamos dos 60. E realmente foi assim de Coimbra até Mouronho e depois até Segurilla, a aldeia em que, de 21 a 23 de setembro, aconteceu o IV Encuentro Iberico Land Rover.

Em função das particularidades de nosso veículo, optamos pelos caminhos pitorescos, via estradas secundárias. A não ser mesmo em Espanha, entre as cidades de Plasencia até Talavera de la Reina, onde não dava para fugir das auto-estradas. Portanto, de Tábua, pegamos a estrada que corta a Serra da Estrela e fomos até Fundão e daí atravessamos toda a região da Extremadura, na Espanha, até chegarmos até a província de Toledo, na região de Castilla – La Mancha, onde fica Segurilla. [ver roteiro]

Na ida paramos nas vilas de Penamacor, ainda em Portugal, e na espanhola Coria. Na volta, almoçamos na pequena cidade espanhola de Galisteo e também paramos nas portuguesas Penha Garcia e Monsanto. Ao todo, foram 960 km de estrada num carro robusto que nos obrigava a admirar a belíssima paisagem serrana em Portugal e em Espanha. Porém, durante todo o caminho, portugueses e espanhóis admiravam nosso veículo, em particular as crianças. Foi mesmo na cidade muralhada de Galisteo que, ao chegarmos à praça principal, um menino nos sorriu e disse: “Bonito coche”. Embora esgotados, assim ganhamos o dia…

Sobre Monica Carvalho
Pelos motores de busca e por um comentário há tempos aqui no meu blog, imagino a quantidade de figuras que acham que o Nina e eu é o blog da modelo que posou nua na revista. Que desilusão ao perceber que a homônima aqui escreve muito sobre cinema, músicas estranhas, política e comunicação social, quando não escreve uns contos ou umas poesias. Aqui, caro leitor, não tem bundinha de fora, nem peitinho à mostra, nem pelos púbicos ou partes depiladas. Mas às vezes, acabo comentando acerca de umas safadezas que acontecem nesse nosso mundo doido de pedra. Algumas delas são mais indecentes que qualquer imagem de revista masculina. Ai, ai, mundo cruel, sobretudo para os internautas necessitados que na busca de uma fotinho pra aliviar as entranhas, têm que tocar o bicho com meus comentários sobre política internacional ou ao som do Tom Zé.

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