U2… 3D

Ontem fui a um show do U2. Em Buenos Aires!

Não, na verdade assisti ao filme U23D. Mas é como se tivesse ido ao show. Acho que foi até melhor, pois desde quando, ao irmos a um show, também sobrevoamos o público e ficamos cara-a-cara com os sujeitos da banda?

Lembro de um show do U2 no Rio, no autódromo, que eu a princípio lamentei não ter ido. Mas todos sabem que muitos dos que foram lamentaram a ida, devido aos engarrafamentos e péssimos lugares para estacionarem, enfim, à péssima organização mesmo.

Mas, corrijo-me, não fui simplesmente assistir a um filme. A experiência foi muito mais interessante que isso e eu já a tinha descrito antes, quando escrevi sobre Beowulf neste blog. No caso do U2, é vê-los a tocar, mas não só.

Agora, imagine o que vê acima em 3D?

Impressionaram os detalhes de Larry Mullen Jr e de sua bateria. Cada prato ocupava seu espaço na profundidade do palco. Em perspectiva, vi o microfone de The Edge, à distância de meu braço, com ele ao fundo, um pouco mais atrás, tocando sua guitarra. Aliás, os detalhes de cada uma de suas guitarras, pois ele trocava de instrumento toda música. O que é ver Bono de pertinho, cantando como se fosse para nós? Um puta efeito de imagem casado com o som. Vi nitidamente que The Edge e Mullen foram os que menos envelheceram ao longo desses quase trinta anos. Perspectiva interessante também foi ver o palco da platéia, com os braços da multidão levantados a nossa frente e o incômodo idêntico de pessoas tapando nossa visão, como se assistíssemos ao vivo. E Where the streets have no name ou With or without, ambas de Joshua Three, o álbum deles de que mais gosto? Putz!

Ao final, para os mais apressados, vale ficar até o último nome dos créditos, pois tudo é em 3D, mesmo mesmo até ao fim. É justamente nesse finzinho que a gente tem a ótima sensação de entrar na animação feita para o show. Um espetáculo!

Vai ser difícil uma banda criar esta sensação de novidade tão cedo…

Sobre Monica Carvalho
Pelos motores de busca e por um comentário há tempos aqui no meu blog, imagino a quantidade de figuras que acham que o Nina e eu é o blog da modelo que posou nua na revista. Que desilusão ao perceber que a homônima aqui escreve muito sobre cinema, músicas estranhas, política e comunicação social, quando não escreve uns contos ou umas poesias. Aqui, caro leitor, não tem bundinha de fora, nem peitinho à mostra, nem pelos púbicos ou partes depiladas. Mas às vezes, acabo comentando acerca de umas safadezas que acontecem nesse nosso mundo doido de pedra. Algumas delas são mais indecentes que qualquer imagem de revista masculina. Ai, ai, mundo cruel, sobretudo para os internautas necessitados que na busca de uma fotinho pra aliviar as entranhas, têm que tocar o bicho com meus comentários sobre política internacional ou ao som do Tom Zé.

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