50%?

Desde que eu comecei a me imaginar como mãe (isto foi talvez há uns dez anos), sempre me vi com um menino. A maternidade sempre me pareceu algo complicado e ter um menino parecia uma forma de amenizar seu peso. Sim, achava que ser mãe de um menino, com meu jeito franco e direto de ser, ia ser mais simples, até mesmo para ele. Mas, a gente não manda muito no destino, em especial eu. E digo mais: a gente não manda muito nem mesmo nos nossos desejos.

Querem saber o que é?

Foi assim que o médico nos perguntou na quinta-feira passada, dia 18 de setembro, quando fomos à maternidade fazer a ecografia. Prontamente dissemos [ou fui só eu? não lembro…] que sim.

É uma menina.

Fui pega um pouco de supresa, por mais que soubesse que havia as mesmas chances de ser uma menina ou um menino. Além disso, eu, que sou super intuitiva, mesmo com os dois sonhos que eu tive com uma menina um mês antes, não foi o suficiente para me convencer de que era possível que fosse uma menina. Contudo, embora eu estivesse surpresa, descobri também que meu desejo estava sendo realizado. Sim, tive a impressão de que sempre quis uma menina e minha alegria ficou tão visível que eu quase nem precisei dizer o que tinha saído no exame quando cheguei ao trabalho.

Sinceramente, senti-me premiada com a notícia. Como se eu, nos últimos dez anos, tivesse feito um upgrade de mim mesma ao ponto de poder ou ser capaz de ser mãe de uma menina. Doido? Talvez. Mas acho que foi isso mesmo. Acredito que ninguém tem mais nem menos “peso” na vida do que é capaz de carregar. Pois, então, criar uma menina neste nosso mundo tão masculino não é mesmo nada simples. Por outro lado, é uma missão extremamente estimulante, a qual eu espero cumprir da melhor forma.

Que assim seja…

Sobre Monica Carvalho
Pelos motores de busca e por um comentário há tempos aqui no meu blog, imagino a quantidade de figuras que acham que o Nina e eu é o blog da modelo que posou nua na revista. Que desilusão ao perceber que a homônima aqui escreve muito sobre cinema, músicas estranhas, política e comunicação social, quando não escreve uns contos ou umas poesias. Aqui, caro leitor, não tem bundinha de fora, nem peitinho à mostra, nem pelos púbicos ou partes depiladas. Mas às vezes, acabo comentando acerca de umas safadezas que acontecem nesse nosso mundo doido de pedra. Algumas delas são mais indecentes que qualquer imagem de revista masculina. Ai, ai, mundo cruel, sobretudo para os internautas necessitados que na busca de uma fotinho pra aliviar as entranhas, têm que tocar o bicho com meus comentários sobre política internacional ou ao som do Tom Zé.

One Response to 50%?

  1. cuerpofitness diz:

    Lindo Mônica😉 Concordo que criar uma menina nesse mundo masculino não deve ser fácil. Mas por outro lado, deve ser muito legal🙂
    Boa sorte na sua missão.

    Eu, sempre achei que ser mãe de menina seria mais fácil, mas só por que a minha vida toda, convivi mais com mulheres (irmãs, primas etc)

    Beijos!

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