Lotus

Tu madre y yo somos una mezcla,
igual que tú, de amor y de casualidad

Fez um mês mais ou menos que resolvi comprar um moleskine para escrever a Isabel sempre que me desse na telha. Não escrevo todos os dias, mas é muito comum que eu o faça após ouvir certas músicas. O trecho acima, por exemplo. Hoje, entretanto, esqueci o moleskine no Porto. Por isso, escrevo este post

A idéia de lhe escrever foi inspirada num diário de gravidez de uma mãe que conheci há alguns meses. Obviamente que o que eu faço não tem muito a ver com o que ela fez, pois ela acrescentou fotografias das ultrassonografias, resultados de exames e outras coisas do processo da gravidez. Eu até escrevo algumas coisas assim, mas acabo mesmo me concentrando em coisas que eu lhe diria caso ela pudesse me ouvir, compreender e, até, responder… como se já fosse quase adulta.

Creio que todas as mães pensam – umas mais, outras menos, claro – no que significa ser mãe. Eu penso nisso constantemente. Claro que minha referência é a relação que tive e tenho com minha mãe que, muitas vezes, acaba sendo uma espécie de anti-referência.

No meu caso, meu maior desejo é descobrir os limites entre o respeito por minha filha, pelos seus desejos e aspirações, e a necessidade de lhe dar limites quando for necessário. Contudo, não me vejo fazendo isso sem tentar conversar muito com ela. Acredito que Isabel já vem com certas idéias, ideais e determinações sobre os quais não tenho consciência, mas que, em breve, e aos poucos, vou saber, pois ela vai fazer questão de me mostrar.

Com referência ao trecho da música, Isabel, para além de ter a personalidade que lhe caberá ter, também representa um marco temporal na minha vida e na de seu pai. Ela vai nascer quinze anos depois que Luis e eu nos encontramos nesta vida. Ela já é um belíssimo presente face a tudo o que passamos – e não passamos – devido aos nossos diversos desencontros. Com Luis e, agora, também com Isabel, aprendo cada vez mais que não há nada mais interessante na vida que os desencontros para tornar os encontros realmente valiosos.

Por sua determinação e escolha de nós dois como seus pais, acho que Isabel já deve saber bem esta lição. Daqui uns aninhos, porém, pretendo apenas refrescar a memória da minha florzinha…

Sobre Monica Carvalho
Pelos motores de busca e por um comentário há tempos aqui no meu blog, imagino a quantidade de figuras que acham que o Nina e eu é o blog da modelo que posou nua na revista. Que desilusão ao perceber que a homônima aqui escreve muito sobre cinema, músicas estranhas, política e comunicação social, quando não escreve uns contos ou umas poesias. Aqui, caro leitor, não tem bundinha de fora, nem peitinho à mostra, nem pelos púbicos ou partes depiladas. Mas às vezes, acabo comentando acerca de umas safadezas que acontecem nesse nosso mundo doido de pedra. Algumas delas são mais indecentes que qualquer imagem de revista masculina. Ai, ai, mundo cruel, sobretudo para os internautas necessitados que na busca de uma fotinho pra aliviar as entranhas, têm que tocar o bicho com meus comentários sobre política internacional ou ao som do Tom Zé.

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