Negócios com o tempo

livro gianettiRecomecei a ler um livro que tive que abandonar há anos para concluir a tese de doutoramento: O valor do amanhã, do Eduardo Giannetti.

Muitas vezes faço isso: começo a ler, vão-se dois ou três capítulos, depois páro e nunca mais pego no livro. Mas resolvi que vou pegar os livros que ficaram nesta condição para decidir se merecem ser lidos até o fim ou não.

Recentemente, por exemplo, cheguei à conclusão de que um livro já começado não merecia ser lido até o fim, em especial após a leitura do Pepetela. O livro também falava de Angola, embora seja de um escritor português. Mas o problema não é a nacionalidade, mas talvez tenha a ver com a idade, não sei, pois é um autor bem mais jovem que o experiente angolano. No fundo, sua narrativa, apesar de atraente, era apenas mais um romance, com a peculiaridade de colocar a Luanda da luta pela independência como cenário de fundo. Cheguei a falar sobre ele aqui no blog, ano passado, quando ainda estava grávida. Na ocasião, achava que não ia conseguir ler com o sono que eu tinha por causa da gravidez. Mas hoje vejo que, apesar de não ter sono mais quando o leio, preciso ser muito prática quanto ao tempo que devo dedicar às leituras. Acho que isto é uma consequência da minha condição de mãe-sem-tempo-de-fazer-muita-coisa que me leva a ver meu pouco tempo livre como algo sagrado. Por isto, talvez, Giannetti tenha mesmo vindo a calhar.

Em O valor do amanhã, Giannetti pretende mostrar como a noção de lucro ultrapassa os limites da economia e se encontra presente em vários aspectos da vida humana, desde a biologia da evolução até a morte e depois dela, em particular, com as diversas interpretações religiosas sobre “o lado de lá”. Reli apenas o primeiro capítulo e o livro é grande. Também não é um romance ou algo que o valha e, segundo o próprio autor, é para os leitores que ainda tentam ler nas entrelinhas do texto e param para pensar no meio da leitura. Portanto, sabe lá quando digo que o acabei.

Além disso, devo escolher outro livro para ler também, muitos do que estão na estante a espera da minha atenção. Quando souber, digo.

Sobre Monica Carvalho
Pelos motores de busca e por um comentário há tempos aqui no meu blog, imagino a quantidade de figuras que acham que o Nina e eu é o blog da modelo que posou nua na revista. Que desilusão ao perceber que a homônima aqui escreve muito sobre cinema, músicas estranhas, política e comunicação social, quando não escreve uns contos ou umas poesias. Aqui, caro leitor, não tem bundinha de fora, nem peitinho à mostra, nem pelos púbicos ou partes depiladas. Mas às vezes, acabo comentando acerca de umas safadezas que acontecem nesse nosso mundo doido de pedra. Algumas delas são mais indecentes que qualquer imagem de revista masculina. Ai, ai, mundo cruel, sobretudo para os internautas necessitados que na busca de uma fotinho pra aliviar as entranhas, têm que tocar o bicho com meus comentários sobre política internacional ou ao som do Tom Zé.

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