Que não seja apenas mais um

Ontem criei um blogue privado. Como afirmo:

O objetivo deste blogue é provocar mal-estar em mim mesma. Um passo a frente na tentativa de tornar meu desejo história. Sim, pois já estou cansada de contar a história de um desejo, um desejo que, por sinal, está mais para ficção do que realidade.

A ideia foi criar um espaço onde não sou nem a mãe, nem a mulher, nem tenho história pessoal para contar. Embora isto e muito mais faça parte do que lá vai ser publicado, eu serei “apenas” texto.

À medida que eu for efetivamente pondo em prática este sistema de auto-provocação, permito o acesso a uns e outros com quem eu gostaria de ter a possibilidade de interlocução.

Mudanças

Pode ser coisa de mulézinha, mas quando não tô satisfeita com uma coisa ou várias, gosto de mudar algo.

Antigamente eu fazia muito isso com meus cabelos. Contudo, percebi que meus cabelos são como meu fígado, não suportam extravagâncias, muito menos derivadas de crises existenciais. Depois de muita barbaridade, os pobrezinhos começaram a ficar estranhos. No início cantavam “No woman no cry”. Depois viram que não adiantaria tentar me consolar. Como estavam compridos ainda, começaram eles a chorar ao som de “Maior abandonado”. Mas, quando partiram pro “Vamos fugir” eu resolvi cortá-los e recomeçar quase do zero. Por pouco não optei por um estilo Sinéad O’Connor, mas achei que seria demais pra minha alma leonina…

Bem, desisti de sacrificar os caracóis dos meus cabelos. Agora resolvi mudar meu provedor. Por isso, comecei a tirar tudo de lá, começando pelo meu blog. Propositalmente transferi todos os posts que tinha escrito desde o dia 31 de outubro pra cá. O último fim de semana de outubro foi muito significativo e eu não poderia deixar de fora o que me aconteceu desde então, pois até meus textos mudaram de tom.

É isso, meus cabelos continuam iguais, minha voz também, agora a minha URL… 😉